Fatos e Dados sobre a política de preços da direção da Petrobrás

O Estado brasileiro tem o controle acionário da Petrobrás e o governo federal, sob orientação do presidente da República, determina suas políticas de preços, de investimentos, de gestão de ativos e da dívida, de pessoal etc.

A Petrobrás é superavitária na produção de petróleo, ou seja, produz mais petróleo do que se consome no mercado brasileiro.

A estatal tem capacidade de refino para atender o mercado brasileiro dos principais combustíveis de origem fóssil. Suas refinarias são compatíveis com o petróleo brasileiro, tendo processado mais de 95% do petróleo de origem nacional.


Cinco Falácias do sr. Silva e Luna, atual presidente da Petrobrás, na Câmara dos Deputados

O sr. Joaquim Silva e Luna, atual presidente da Petrobrás, fez exposição e participou de debate na Câmara dos Deputados no dia 14 de setembro de 2021. (1)

Nesse artigo são analisados os argumentos apresentados.

Custos da produção e preços dos combustíveis

O sr. Silva e Luna sustentou:

“Com relação a preços de combustíveis. Inicialmente, apresentamos o preço da gasolina, que é um dos temas bastante sensíveis, afeta a todos nós. Queremos demonstrar o seguinte: a parte que corresponde à Petrobrás, que é da ordem de 2 reais, considerando esse valor de 6 reais por litro, e aí entra a parcela que cabe à Petrobrás para cobrir custo de produção e refino do óleo, isso aí, dependendo, chega até 10 anos esse percurso, para chegar até a refinaria.” (1)

Com relação ao preço da Gasolina C, o preço de realização da Petrobrás corresponde à 33,5% do preço ao consumidor (2). A informação apresentada por Silva e Luna, tomando como referência o preço de R$ 6,00 por litro, está correta.

No entanto, o argumento é falacioso, porque trata-se de informação incompleta para se avaliar a política de preços da Petrobrás, os custos da estatal e sua justa remuneração.


Política de Preços, Privatizações e Estratégia da Petrobras, entrevista ao Correio da Cidadania

Em meados de abril, a direção da Petrobrás anunciou o sexto aumento do preço dos combustíveis e seus derivados apenas em 2021, a despeito do desemprego e da carestia que voltam a assolar o país. Nesta entrevista ao Correio Cidadania, Felipe Coutinho, engenheiro da Petrobras, explica o arranjo político e ideológico que tomou conta da empresa desde 2015 e, a partir da política de desinvestimentos e da paridade aos preços de importação, produziu a permanente alta de preços.

“O maior plano de privatização da história da companhia foi apresentado em 2015. O mito da Petrobrás quebrada, criado desde 2014, não foi combatido e desqualificado pelas direções da Petrobrás desde então. Apesar de a direção da companhia dispor de todas as evidências contábeis necessárias para fazê-lo”.

Dessa forma, Coutinho afirma que poucos setores, parte deles sequer sediada no país, têm a ganhar. Perde o consumidor, perde a companhia e, acima de tudo, perde a nação, cada vez mais esvaziada em suas cadeias produtivas. Tudo isso num mundo onde a propriedade estatal do petróleo é tendência dominante.

“As maiores companhias de petróleo do mundo são estatais; das cinco maiores, são quatro estatais. Enquanto das 25 maiores, as estatais são 19. Controlam mais de 90% das reservas e cerca de 75% da produção de petróleo. As petrolíferas estatais são companhias integradas verticalmente e que aumentam sua importância relativa ao longo do tempo”.

Se os reflexos já se veem na desintegração social pela qual passa o país, com seus elevadíssimos índices de desemprego, precarização do trabalho e empobrecimento, é cada vez mais urgente retomar o papel do Estado e da Petrobrás.

“O fim do petróleo barato de se produzir e a redução do excedente energético e econômico da indústria petroleira estão transformando, aceleradamente, a sociedade. É necessário garantir a propriedade do petróleo e ficar com seu valor de uso. Atender as necessidades dos brasileiros e erguer a infraestrutura dos renováveis para uma nova organização social”, sintetizou.

Leia a entrevista na íntegra: https://www.correiocidadania.com.br/34-artigos/manchete/14658-novo-aumento-de-combustiveis-e-resultado-da-subordinacao-do-pais-e-da-sua-maior-empresa-aos-interessas-financeiros-estrangeiros


Petrobras e o Desenvolvimento Nacional, Fundação Leonel Brizola

Participo do Seminário Legados Trabalhistas, promovido pela Fundação Leonel Brizola (FLB-AP), conduzido pelo Deputado Federal Mário Heringer, com participação do Ciro Gomes (Vice Presidente do PDT) e da Patrícia Laier (Geóloga, Jornalista e vice diretora da AEPET). Assista aqui: https://youtu.be/UmkIqpJVBo4


Geopolítica do Petróleo, Podcast Revolushow

Participo do debate conduzido por Zamiliano, com participação da Marianna Deus Deu (Brigadas Populares) e do Caio Andrade (Brigadas Populares). Ouça aqui: https://revolushow.com/109-geopolitica-do-petroleo/


Petrobras, geopolítica e alternativas para o futuro, Comitê em Defesa da Democracia

Em debate coordenado pelo professor Benedito Tadeu, participo da conversa com Guilherme Estrella, José Sérgio Gabrielli, Alessandra Cardoso e Paulo Timm. São tratados diversos temas relativos à indústria do petróleo, à Petrobrás e a importância de recuperar suas reservas de petróleo e ativos, privatizados desde 2015, para promover o desenvolvimento do Brasil. https://youtu.be/9TZzJzXmuHE


Petróleo, energias e política de preços dos combustíveis, Canal Prof. Hélvio Rech

Converso com o Professor Hélvio Rech, da Universidade Federal do Pampa (unipampa), sobre petróleo, energias, política de preços dos combustíveis, hipótese do aquecimento global antropogênico, geopolítica internacional e atual conjuntura brasileira. https://youtu.be/WGvRwEXZmGU


Entrevista sobre conjuntura da Petrobras no Latitud Brasil, TeleSur

Entrevista conduzida pelo jornalista Beto Almeida sobre a conjuntura brasileira e da Petrobrás. https://youtu.be/aAHbHzcCnyo


Papel e futuro da Petrobras, Carta Maior

O papel e o futuro da Petrobrás foi tema debatido pelo coletivo do Fórum 21, além de mim, participam Deyvid Bacelar, coordenador da FUP e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, a reunião foi coordenada por Joaquim Palhares, diretor da Carta Maior. https://youtu.be/Mrtxb_gJwY4


Debate sobre o petróleo e a Petrobras, canal O Cafezinho

Conversa sobre a importância do petróleo e da Petrobrás, com Miguel do Rosário e Pedro Breier do Canal O Cafezinho e Tezeu Bezerra do Sindipetro-NF. https://youtu.be/3EwkrHeEcp8