Castello Branco usa dívida e pagamento de juros para tentar justificar privatizações e redução dos investimentos da Petrobras

Em palestra na Comissão de Infraestrutura do Senado, Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobrás, apresenta:

“O endividamento reduz direta e indiretamente a capacidade de investir e de competir por novas áreas.

  • O alto nível de endividamento consome recursos que poderiam gerar riqueza para nosso País sob a forma de milhares de empregos e muitos bilhões de reais de receita para o Estado, nas três esferas de poder (federal, estadual e municipal)
  • São quase US$ 7 bilhões anuais pagos a título de juros, valor suficiente para instalar a cada ano um sistema completo de produção de petróleo e gás com capacidade de produzir 150 mil barris diários
  • No leilão de excedentes da cessão onerosa, a PETROBRAS só foi capaz de manifestar interesse em 2 dos 4 blocos oferecidos pois seu custo de capital é superior ao retorno esperado. Seria como tomar empréstimo no banco para aplicar em caderneta de poupança” (Branco, 2019)

Relação entre dívida, alavancagem para investimentos e juros

Castello Branco afirma:

“Anualmente a Petrobrás paga quase US$ 7 bilhões de juros… com esses recursos nós poderíamos investir em 1 sistema para produção de 150 mil barris diários…” (Branco, 2019)

O endividamento é resultado do empréstimo de recursos de terceiros para alavancar investimentos e aumentar a produção no desenvolvimento da província do pré-sal e na agregação de valor ao petróleo cru.

Se os juros de US$ 7 bilhões anuais são equivalentes a 1 sistema de produção de 150 mil barris por ano, a dívida bruta atual de US$ 101 bilhões é equivalente a instalação de 14 sistemas de produção. Seriam necessários 14 anos economizando com o não pagamento de juros para instalar o número de sistemas que se pode antecipar com esses recursos de terceiros. Leia mais


Vídeo: “Brasil e o ciclo extrativo do petróleo – Nova colônia em pleno século 21”

Vídeo produzido pela Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) a partir de artigo homônimo.

Para ver o vídeo: assista aqui

Para ler o artigo: entre aqui


Castello Branco insiste no mito da Petrobras quebrada para tentar justificar privatizações

Caverna do Castello

Em palestra na Comissão de Infraestrutura do Senado, Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobrás, afirma:

“A Petrobrás passou por um processo muito difícil, ela foi assaltada por uma organização criminosa e foi praticamente desmontada neste período que desaguou em duas crises: uma crise moral e uma crise de dívida. Felizmente com muito esforço de todos a Petrobrás conseguiu superar este momento triste, mas não sem sequelas… a companhia ainda tem uma dívida de US$ 101 bilhões…”

“… para pagar esta dívida faz-se por obrigatório a receita dos desinvestimentos.” (Branco, 2019)

À esta narrativa que disputa o senso comum poderia ser agregada os ditos subsídios ao consumidor entre 2010 e 2014 e os supostos maus investimentos. Leia mais


Vídeo: AEPET debate palestra de Castello Branco

Felipe Coutinho (presidente da AEPET) e Paulo César Ribeiro Lima (especialista em Minas e Energia) avaliam a palestra do presidente da Petrobrás na Comissão de Infraestrutura do Senado.
No vídeo são apresentados os argumentos do Roberto Castello Branco relativos à atual estratégia da Petrobrás seguidos dos contrapontos apontados pelo presidente da AEPET e seu convidado.
A intenção da AEPET é promover um debate franco, democrático e livre em defesa do interesse público e do desenvolvimento do Brasil e da Petrobrás.
A maior inimiga da Petrobrás é a ignorância, mas a ignorância relativa à Petrobrás não é resultado do acaso, é um projeto social e historicamente construído com objetivos antinacionais.
Em mais de quatro horas, Felipe Coutinho e Paulo César Ribeiro Lima ajudam a revelar a realidade da Petrobrás e o seu papel fundamental para o desenvolvimento do país. Assista aqui

Vídeo: Excedentes da Cessão Onerosa

Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) demonstra que o Leilão dos Excedentes da Cessão Onerosa, previsto para o dia 6/11/19, é inoportuno e lesivo aos interesses do Brasil. Assista aqui


“Privatizar refinarias não aumenta competição e eleva preços ao consumidor”, entrevista à Rádio Sputnik Brasil

Entrevista concedida ao jornalista Arnaldo Risemberg da Rádio Sputnik Brasil. Ouça aqui


Vídeo da palestra “Brasil e o ciclo extrativo do petróleo”

Palestra sobre o artigo “Brasil e o ciclo extrativo do petróleo – Nova colônia em pleno século 21” Assista aqui

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