Direção da Petrobras acelera na contramão, entrevista ao Revolução Industrial Brasileira

Entrevista ao Fausto Oliveira. Trato da atual conjuntura da Petrobrás: política de preços, privatizações, endividamento, gestão de portfólio e a importância da integração vertical e nacional. Assista aqui


Defesa da Petrobras é vital, entrevista ao Duplo Expresso

Entrevista ao Romulus Maya, advogado internacionalista e blogueiro radicado na Suíça.

Trato da importância da Petrobrás para o desenvolvimento soberano do Brasil.

Assista aqui


Castello Branco defende combustíveis com preços de importação, apesar da Petrobras ser superavitária na produção de petróleo e de dispor de capacidade de refino para abastecer com menores custos

Em palestra na Comissão de Infraestrutura do Senado, Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobrás, ao tratar do parque de refino da Petrobrás afirma:

“A Petrobrás assinou acordo voluntário com o CADE para vender oito de suas treze refinarias que representam 50% da sua capacidade de refino” (Branco, 2019)

Diz ainda que:

“As principais petrolíferas do mundo têm desinvestido e reduzido sua capacidade de refino” (Branco, 2019)

Maiores petrolíferas apostam na integração vertical com agregação de valor ao petróleo cru, atual direção da Petrobrás acelera na contramão

Das 25 maiores petrolíferas do mundo, 19 são estatais. Tanto as estatais quanto as multinacionais privadas estão fortalecendo seu posicionamento no segmento de Refino, Transporte e Comercialização (downstream). Leia mais


Castello Branco desqualifica segmentos de Refino e Gás Natural da Petrobras com argumentos falaciosos

Em palestra na Comissão de Infraestrutura do Senado, Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobrás, ao tratar do mercado de combustíveis no Brasil afirma:

“O monopólio é incompatível com uma sociedade livre e democrática, por isso deve ser abominado” (Branco, 2019)

 Falácia do “monopólio de fato” no mercado de combustíveis do Brasil

Desde a promulgação da Lei nº 9.478/1997, a Petrobrás não é mais a executora única do monopólio da União nas atividades de refino no Brasil. Existem outras refinarias operando no País, que podem ampliar sua capacidade, e qualquer outra empresa estatal ou privada pode exercer atividades de refino, de acordo com seu apetite de assumir riscos de investimento, assim como a Petrobrás fez, com objetivo de atender ao crescimento do mercado brasileiro de derivados, desde que autorizada pela União. Leia mais


Petrobras 2019: direção acelera na contramão e Brasil entra em ciclo do tipo colonial

Em 2019 não é mais preciso ter visão prospectiva para prever o desastre, a tragédia já se materializa na exportação de petróleo cru e importação de derivados, é visível desde os balanços contábeis da Petrobrás aos preços dos combustíveis aos consumidores. Leia mais


Castello Branco usa a falácia da “gestão de portfolio” para justificar privatização de ativos estratégicos e rentáveis, assim expõe a Petrobras a riscos desnecessários e prejudica a geração de caixa


Em palestra na Comissão de Infraestrutura do Senado, Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobrás, apresenta:

“Corremos o risco de deixar passar uma oportunidade fantástica para o nosso país

A produção de petróleo e gás da Petrobrás, nosso principal negócio, está estabilizada há 10 anos, em torno de 2 milhões de barris diários

  • Em decorrência de uma onda de inovações tecnológicas e preocupações com o aquecimento global, o consumo de petróleo tende a crescer mais lentamente, estagnar ou até mesmo reduzir, pressionando as margens na produção, no refino e na distribuição
  • Urge, portanto, concentrar e acelerar investimentos em projetos de E&P com melhor retorno, desenvolvendo as reservas do Pré-sal e capturando melhores margens” (Branco, 2019)

Castello Branco afirma:

“A produção de petróleo da Petrobrás, por várias razões, ficou praticamente estagnada nos últimos 10 anos, em torno de 2 milhões de barris diários” (Branco, 2019)

A produção de petróleo da Petrobrás há dez anos, em 2009, foi de 1,971 milhões de barris por dia. No 3º trimestre de 2019 foi de 2,264 milhões de barris por dia, aumento de 15% em relação a 2009. (Petrobras) Leia mais


Castello Branco usa dívida e pagamento de juros para tentar justificar privatizações e redução dos investimentos da Petrobras

Em palestra na Comissão de Infraestrutura do Senado, Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobrás, apresenta:

“O endividamento reduz direta e indiretamente a capacidade de investir e de competir por novas áreas.

  • O alto nível de endividamento consome recursos que poderiam gerar riqueza para nosso País sob a forma de milhares de empregos e muitos bilhões de reais de receita para o Estado, nas três esferas de poder (federal, estadual e municipal)
  • São quase US$ 7 bilhões anuais pagos a título de juros, valor suficiente para instalar a cada ano um sistema completo de produção de petróleo e gás com capacidade de produzir 150 mil barris diários
  • No leilão de excedentes da cessão onerosa, a PETROBRAS só foi capaz de manifestar interesse em 2 dos 4 blocos oferecidos pois seu custo de capital é superior ao retorno esperado. Seria como tomar empréstimo no banco para aplicar em caderneta de poupança” (Branco, 2019)

Relação entre dívida, alavancagem para investimentos e juros

Castello Branco afirma:

“Anualmente a Petrobrás paga quase US$ 7 bilhões de juros… com esses recursos nós poderíamos investir em 1 sistema para produção de 150 mil barris diários…” (Branco, 2019)

O endividamento é resultado do empréstimo de recursos de terceiros para alavancar investimentos e aumentar a produção no desenvolvimento da província do pré-sal e na agregação de valor ao petróleo cru.

Se os juros de US$ 7 bilhões anuais são equivalentes a 1 sistema de produção de 150 mil barris por ano, a dívida bruta atual de US$ 101 bilhões é equivalente a instalação de 14 sistemas de produção. Seriam necessários 14 anos economizando com o não pagamento de juros para instalar o número de sistemas que se pode antecipar com esses recursos de terceiros. Leia mais